Marketing de influência

 

Depois do diálogo gerado em torno do artigo “a influênciadora 4.0” segui o conselho do Luis e decidi dar continuidade ao tema, desta vez mais dirigido às marcas.

Photography: Jacopo Moschin Montagem by me

Photography: Jacopo Moschin Montagem by me

O mercado está sobrecarregado de “marketing de influência”! As redes sociais estão cada vez mais saturadas de conteúdo patrocinados, criando desconfiança  nas marcas e nos consumidores em relação às influenciadoras e à sua autenticidade. É importante não esquecer que o “poder” das influenciadoras começou quando davam de forma honesta e “personalizada” a sua opinião sobre um produto, conseguindo criar um maior impacto da marca junto do cliente final. Certo?

É tudo muito giro na teoria, difícil é obter uma estratégia de influência correta, pois é cada vez mais complexo e as marcas claramente não sabem abordar o assunto! O marketing de influência quando é bem executado, pode ser altamente conversor, alcançando novos públicos e até impulsionar vendas e notoriedade. Li um artigo super interessante no BoF, juntando às várias conversas que tenho tido nas últimas semanas com a “influenciofera”, destaco-vos 6 ideias fundamentais.

1- Define um objetivo 

Enquanto marca é importante pensares quem és e que mensagem estás a tentar comunicar. Define um objetivo mensurável incluindo prazos, tipo de plataforma a usar, públicos-alvo e métricas. É super importante entender os objetivos do negócio e os objetivos da ação.

2- Aprende a escolher o influenciador certo!

Estive a falar com a Mafalda e percebemos que este assunto é mesmo importante! há duas formas de identificar influenciadores:

Primeiro, pesquisar organicamente é o método mais económico, mas também o mais demorado. Podemos começar a procurar os influenciadores que usam produtos próximos ou concorrentes ao nosso ou que publicam organicamente sobre o nosso produto.

O outro método é trabalhar com uma agência! Este método pode agregar valor ao processo de seleção. As agências têm um bom conhecimento das influenciadoras e podem (quando efetivamente sabem) aconselhar sobre parcerias e serem bem-sucedidas. No entanto, muitas vezes este canal está viciado e as figuras repetem-se criando menos força e credibilidade para a marca e junto do cliente final. O importante é concentrares-te no nos objetivos da marca, em vez de números de seguidores.

3 - Menos números e mais conversa

Algumas influenciadoras partilharam comigo a desvalorização que sentem quando são abordadas pelas marcas. “Muitas gabam-se das borlas em troca de comunicação” ou “pedem-me para comunicar coisas que não tem a ver com o perfil do meu público”.  Antes de entrares em contacto, estuda a influenciadora e demonstra entenderes a sua estética, o seu tom de voz e o seu público! Quando uma marca aborda uma influenciadora com “ei, quanto é que cobras por x, y, z? “ sem apresentar a marca, prova que está mais preocupada com a transação do que com a pessoa.

A semana passada falava sobre conversão, mas mais do que conversão é preciso diálogo! É super importante saber escolher o influenciador certo, mas cultivar um relacionamento a longo prazo é ainda mais. As influencers são pessoas, não números! Promove um relacionamentos genuíno e conseguirás bons resultados. 

4 - Promove a liberdade criativa

Como referi no artigo anterior, uma das influenciadoras referiu “Não nos dão liberdade” ! Enquanto marca, pode ser difícil abdicar do controlo, no entanto, são as influenciadoras, que terão as melhores ideias sobre como se relacionarem com seu público e até o tipo de produto que o seu público gosta mais. Não te esqueças, que foram elas que criaram a sua própria comunidade! 

As marcas precisam de ser mais claras nos seus objetivos e precisam de confiar mais, para criarem efetivamente algo mais impactante.

Promove uma reunião, faz um brainstorming com a influenciadora e discute a forma como vão fazer a parceria. O Key-Point está em criar um relacionamento criativo! Segue o velho ditado, numa parceria ambas as partes tem de ganhar “win-win” por isso faz cedências!  

5 - Aprender a estar off

Já tinha falado sobre isto aqui. Apesar do público estar on-line, as campanhas podem ser complementadas com eventos off-line! Isso pode envolver a criação de conteúdos num ambiente pensado pela marca através de eventos ou viagens (a parfois é óptima nisto). A Aimee Song X Revolve  viajaram até Lisboa e estiveram a promover um “estilo de vida”, pedindo às influenciadoras para publicarem a sua experiência na cidade, em vez de promoverem explicitamente as peças de vestuário! 

6 - Medir Medir Medir

Os consumidores estão hiperconectados e céticos também! por isso acompanhar a evolução do “marketing influenciador” é essencial para que as marcas fiquem um passo à frente. Estabelece objetivos e métricas concretas para conseguires medir com antecedência e até considerares algumas mudanças. A considerar: a audiência, impressões, engagement e claro a conversão.  

Se és uma empresa pequena, não vejas isto como algo impossível, a Mel Jewel por exemplo: tem feito um óptimo trabalho neste sentido e é micro. Acredito no trabalho interno, com apoio externo, mas o expertise tem de existir internamente.

O importante é a marca perceber o que é necessário ser feito e criar uma relação genuína com o influenciador. Não te esqueças é uma pessoa, não é um número!

Ontem no Meet The Maker a palavra de ordem foi “Diálogo”, e claramente as marcas e os influencers não estão a fazê-lo! Muito mais poderia ser dito, por isso, estamos a pensar promover um Meet The Maker para vos por a dialogar. O que achas? Vê mais abaixo.

Joana

 

Gostarias de participar no próximo Meet The Maker?

O tema será sobre Influencers X Marcas! Se tivermos interessados suficientes, faremos uma edição em Lisboa ou no Porto! Inscreve-te já!

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